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terça-feira, 23 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
T4 - E5: Harmonia III (Modulação e Tonicalização I)
- Modulação e Tonicalização:
- Processos semelhantes, para um fenômeno musical comum (mudança de tom, em momentos curtos ou longos de uma progressão fundamental, podendo ou não retornar a tonalidade inicial).
- A diferença entre os dois é que a modulação tem uma cadência ("V - I", "viiº - I" e derivados) que confirma a nova tonalidade, enquanto que a tonicalização carece dessa confirmação, e apenas sugere a mudança, sem contudo efetivá-la.
- Para identificar uma modulação:
1º: Localizar, na progressão fundamental, o acorde com algum acidente/alteração que não faz parte da tonalidade inicial.
2º: Observar os acordes posteriores a ele e analisá-los, de forma a construir progressões fundamentais (tais como I - ii - V - I e suas respectivas variações). Este processo ajudará a descobrir para qual tonalidade se modulou.
3º: Uma vez descoberta a progressão acima citada (no 2º passo), descobrir o acorde pivô da modulação. O que é "acorde pivô"? É o acorde que servirá tanto para a tonalidade inicial, como para a tonalidade que se modulou. Este acorde estará, em todos os casos, antes do acorde que contém alterações.
4º: Para cifrar o acorde pivô, fazemos da seguinte forma: I | (Ex.: em Dó, I | , onde Fá Maior é a nova tonalidade, e o "V" é o seu grau). I=X: IV I=F: V
5º (ocasional): se houver mais de um acorde com alterações fora da tonalidade inicial, repetir o processo citado acima.
domingo, 7 de outubro de 2012
T1 - E5: Ligadura e ponto de aumento
- Existem dois tipos de ligaduras:
- Ligadura de expressão – envolve notas de alturas diferentes e indica uma maneira de específica de tocar para o músico.
- Ligadura de prolongamento – envolve duas ou mais notas subsequentes de mesma altura – soma os tempos das figuras de valor que estão ligadas.
- Um ponto de aumento, escrito ao lado de uma figura de valor, soma a sua duração com a metade do valor da nota. Exemplo: mínima com ponto de aumento = uma mínima (a própria figura que está escrita) ligada a uma semínima (metade de seu valor).
- Página 39 do Teoria da Música, de Bohumil Med (4ª ed.)
- http://www.youtube.com/watch?v=JRwZ7yglHDA
domingo, 30 de setembro de 2012
T4 - E4: Harmonia II (Dominante Secundária)
- Agora que vimos progressão fundamental, já estamos aptos para construir e identificar dominantes secundárias.
- Dominantes Secundárias são acordes que, a princípio, não fazem parte do campo harmônico de uma determinada progressão. Eles aparecem na progressão para exercer o papel de dominante do acorde que vem a seguir.
- O acorde de dominante secundária tem a principal função de preparar a entrada do próximo acorde, através da cadência V - I, só que neste caso, em vez de seguir para o I, pode ir para qualquer grau. Mas o acorde anterior a este grau tem de ser a dominante dele (ou seja, será um acorde fora do campo harmônico original).
- Para cifrar uma dominante secundária, faz-se dessa forma: V/grau (Ex: V/iii, V/V, V/vi)
- Tomemos como exemplo a progressão I - ii - V - I, em Dó Maior (no caso, acordes de Dó M, Ré m, Sol M e Dó M). Podemos adicionar uma dominante secundária nesta progressão, antes do ii. Ficará então assim: I - V/ii - ii - V - I (no caso, acordes de Dó M, Lá M, Ré m, Sol M e Dó M). O acorde de Ré m é agora precedido pela sua dominante, Lá M (acorde este que não faz parte do campo harmônico de Dó Maior).
- Ele é chamado de dominante "secundária" justamente por este fator: em qualquer tonalidade, nós temos a dominante desta, ou seja, a sua dominante primária (Ex: Si M, dominante de Mi M). Mas quando se usa um acorde "emprestado" de outra tonalidade, logo, ele será um acorde secundário, pois não faz parte daquele campo harmônico. O acorde de dominante secundária dá a idéia de que a progressão foi, momentaneamente, para outra tonalidade.
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